O assistencialismo,paternalismo,distributivismo e suas várias faces, desta mesma moeda que corre em todo o Brasil a fora.
Até quando?

É curioso como algumas palavras e termos são tão utilizados e repetidos a exaustão nos discursos políticos, nos meios de comunicação e as pessoas começam, também, a repetí-lo sem pensar muito a respeito, e dessa forma acabam comprando a idéia vendida.
Durante os anos 60 e 70, o termo "distributivismo" foi amplamente empregado pelos tecnocratas para se referir a política salarial do populista e todo tipo de iniciativa anterior ao golpe que tivesse por objetivo o desenvolvimento social da população brasileira, o reconhecimento de direito das massas, a inserção dessas massas na vida política nacional. A palavra "distributivismo" encerra a idéia de dar, distribuir gratuitamente, ora numa sociedade capitalista nada é dado, tudo é conquistado, ainda mais numa sociedade capitalista subdesenvolvida que quer crescer e estreitar laços com outras economias centrasi através de seus tentáculos multinacionais.
Em fins da década de 80 e início da década de 90, foi a vez do "paternalismo"; por exemplo a constituição de 1988 era paternalista pois criou uma série de leis que "davam" tudo ao trabalhador, como por exemplo o direito a licença maternidade, o 13 salário, ou o auxilio desemprego. Ora, quem dá tudo é pai e mãe não o Estado, principalmente um estado capitalista, agora já inserido no mercado internacional, obviamente como economia periférica e pais subdesenvolvido.
Nos anos 2000, surge uma nova nomenclatura, o "assistencialismo"! "Assistencialismo" é a forma como o imaginário neoliberal (corrente de pensamento político e econômico que emergiu durante os anos 90* e prega, entre outras coisas, o Estado mínimo) se refere às políticas sociais. Numa sociedade neoliberal o Estado não deve se intrometer em assuntos do mercado, possuindo empresas, por exemplo, deve, no máximo criar agencias e legislações reguladoras favoráveis ao crescimento, ou seja, favoréveis a produção. Portanto não há por quê o governo investir na área social, um espaço que foi mercantilizado e é terreno do empresariado. Educação e saúde são setores do mercado com um potencial econômico muito alto - ninguém vive sem assistência médica e é necessário que os trabalhadores se mantenham saudáveis; é necessário por o filho na escola para que ele se insira no mercado futuramente, ou como quem manda, ou como quem obedece, para isso existem diferentes tipos de escolas e de educação. A pobreza e a miséria são terrenos férteis para a elite e o empresariado exercer sua "responsabilidade social" uma vez ao ano em eventos como um "Criança Esperança"davida.
Como disse no início o que me deixa impressionado é a forma como as pessoas, repetem esse discurso sem se dar conta do que estão falando, das idéias por trás do texto e quando eu digo "as pessoas" não me referindo à gente simples, me refiro às pessoas de classe média e nível de instrução superior, na maioria das vezes. Quando falo em "política social" me refiro a bolsa escola; bolsa família; meia entrada; passe livre em ônibus e trens e etc... Esse tipo de política tem a finalidade elevar o índice de desenvolvimento humano e, de maneira geral, melhorar as condições de vida dos setores mais atingidos pelas desigualdades sociais e pela má distribuição de renda. São políticas deficitárias sim, pois o retorno do investimento é a longo prazo e se concentram no fator humano. Independente do uso político de tais iniciativas elas são importantes pois objetivam a melhoria geral da sociedade da qual todos nós - inclusive essa classe média, ou aqueles que se vêem como classe média, que vive sua vida bem organizada nas capitais do centro-sul, com um nível de renda mediano o que lhe proporciona lazer, alimentação, educação e assistência médica, e não faz a menor idéia, nem quer saber, do quanto há de miséria na sua própria cidade fazemos parte. Este tipo de política utilizada pelos nossos “Governistas”, ou seja, em quem votamos, que por 04 anos nos representam devem estar atento no “ Crescimento do Brasil, vista Mundialmente como uma Potência , por isso inovar novas Políticas Públicas para equilibrar a balança da desigualdade social em que vivemos e nada fazemos ou cobramos deles. Chega, vamos acordar, o nosso Brasil é um País muito RICO, é nosso e não podemos entregar para as “Grandes Multinacionais” que vem aqui a mando de vários Países para explorar nossas riquezas.
Tadeu Paraguassu